terça-feira, 11 de setembro de 2012

nada

Aqui se sente, aqui se vive, aqui se sente, aqui se vive. Estas paredes parecem-me hoje mais brancas do que sempre foram. Nelas encontro partes de mim espalhadas pela casa que formam um todo que é nada. Nada é, se não for vivido. Abro portas e janelas. O sol entra. A lua passa por mim. Não a vejo. Regressa o medo do tempo e o ocupar da mente com banalidades para esquecer o tempo. O medo. O medo. Sei bem o que me faz falta, mas é tão longe… e estas paredes continuarão a ser brancas. E estas paredes continuarão a ser nada, porque nada é o que sinto. Nada é o que vivo.

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