Mudam lugares
Mudam pessoas
Mas o tempo continua o tempo...
sem pressa de chegar,
parto para onde não quero ficar.
Fico
Vivo
Parto
Pudesse eu dizer adeus.
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Mias uma viagem
Eis-me de volta a uma rotina da qual não tinha saudades... Ano após ano, os 300 km que me separam do chão que tanto quero parecem cada vez mais distantes! Cá estou eu em mais uma viagem que parece não terminar. E os anos passam... e os anos passam...
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Saudade
Lembro-me
do tempo em que me levavas contigo na mota!
Corríamos as aldeias todas e todos te conheciam…
Compravas beijinhos e cavacas, bebíamos sumos de fruta!
Aos domingos, quando não íamos passear, davas-me uma moeda…
Eu comprava pastilhas e rebuçados!
Chamavas-me Castelinho,
E eu, na altura, não percebia que tu eras o meu Rei!
Até que um dia, deixámos de passear…
Tu foste não sei bem para onde…
E um dia levaram-me p’ra te visitar…
Estavas numa casa muito grande, com muitos quartos,
Deitado sobre uns lençóis de cor branca escurecida do passar do tempo.
E foi aí, a última vez que eu te vi!
Já não havia nada a fazer,
Trouxeram-te para casa para poderes morrer…
E aí, morreste, sem mais eu te ver…
Levaram-me para longe de ti, para não te ver!
E eu fui! E por isso, ainda hoje choro!
Nunca te devia ter deixado naquela hora!
Mas foi tão mais fácil fugir, do que ver-te partir…
O Castelinho ainda está aqui, avô!
E a saudade é tanta, que aperta no coração!
Olha por mim!
Para que um dia possa ir ter contigo…
Até logo! E como tu costumavas dizer:
“Seja tudo por amor de Deus”.
Compravas beijinhos e cavacas, bebíamos sumos de fruta!
Aos domingos, quando não íamos passear, davas-me uma moeda…
Eu comprava pastilhas e rebuçados!
Chamavas-me Castelinho,
E eu, na altura, não percebia que tu eras o meu Rei!
Até que um dia, deixámos de passear…
Tu foste não sei bem para onde…
E um dia levaram-me p’ra te visitar…
Estavas numa casa muito grande, com muitos quartos,
Deitado sobre uns lençóis de cor branca escurecida do passar do tempo.
E foi aí, a última vez que eu te vi!
Já não havia nada a fazer,
Trouxeram-te para casa para poderes morrer…
E aí, morreste, sem mais eu te ver…
Levaram-me para longe de ti, para não te ver!
E eu fui! E por isso, ainda hoje choro!
Nunca te devia ter deixado naquela hora!
Mas foi tão mais fácil fugir, do que ver-te partir…
O Castelinho ainda está aqui, avô!
E a saudade é tanta, que aperta no coração!
Olha por mim!
Para que um dia possa ir ter contigo…
Até logo! E como tu costumavas dizer:
“Seja tudo por amor de Deus”.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
vómito
E de repente volta o cinzento... volta a chuva que cai
copiosamente lá fora quando aqui dentro tudo parece querer sair. Vómito não me
parece uma palavra bonita, mas é aquela que melhor define o estado de espírito
em que me encontro, preso neste expresso que parece nunca mais chegar...
sábado, 16 de abril de 2016
Olhos de Deus
Que poderei eu escrever acerca de
palavras que me levam para tantos lugares que conheço, tantos abraços apertados
de tanto não querer largar, tantos adeus…
Embora cada despedida seja “uma
lâmina”, parto sempre com a certeza de levar comigo “Os olhos de Deus” que
esperam por mim e que embarcam em mim a cada retorno, mas “o alento que cada
beijo trouxer” sabe-me sempre a pouco, e eu preciso de (tanto) mais!
“Há palavras que nos beijam como
se tivessem boca”… e estas, escritas por Abrunhosa e sublimemente cantadas por
Moura, roubei-as e tornei-as minhas no momento em que me correram lágrimas de
deslumbramento perante tanta beleza! Sonhei.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
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