quarta-feira, 15 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Música destes dias...
Julho já lá vai e agora Agosto... Férias
O que perdi... aqui tão perto!!!!!!
O que perdi... aqui tão perto!!!!!!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Música para os meus ouvidos...
Fabulástico
Música
Hoje, dia internacional da música, a minha filha mais nova, depois de ter feito uma audição, entrou para a turma de piano do 5º ano do ensino de música articulado... Terá aulas de música no conservatório! Boa!!!!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Saramago
Poema à boca fechada
Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
José Saramago In OS POEMAS POSSÍVEIS
Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
José Saramago In OS POEMAS POSSÍVEIS
Subscrever:
Mensagens (Atom)