quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tempo

Passou… passou algum tempo! Não escrevi. Talvez seja um bom sinal! A última semana de trabalho pré interrupção foi, realmente, mais preenchida. Por isso, não tive de pedir ao tempo que passasse. Passou, ponto.
As duas semanas em casa passaram a correr… não doeu, o tempo não me doeu, pelo contrário, atacou fugindo! Agora, uma vez de regresso a esta casa, espero que ele me ajude e corra e não doa devagar… há aqui, claramente, uma inspiração nas palavras da Mafalda Veiga – é que ela tem esse dom de cantar as coisas que sentimos e torná-las, as palavras, como se fossem nossas, como se fossemos nós a cantá-las… não percas tempo, que o tempo corre, só quando dói é devagar… e por aí fora!...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Não sou o único...

“ A Mafalda Veiga tem essa benignidade de nos fazer mais humanos, de passar por si, como um filtro, as coisas que nos chegam já como alegria de estar vivo. Mesmo as coisas difíceis. Eu sei que as minhas paixões, como pela Mafalda, são intensificadas por esse lirismo estragador da poesia, mas prefiro estragar-me todo de amores a viver na inércia afectiva de não amar nada nem ninguém.”

Valter Hugo Mãe – poema para o Bruno Vitória, biografia imaginária in JL nº1028

quinta-feira, 18 de março de 2010

Árvore

Apareço por aqui para escrever sobre as últimas desventuras. O carro não voltou a avariar – boa – a chuva deixou de cair – great – a casa, aos poucos, vai ganhando o meu cheiro, o cheiro da minha terra, o cheiro dos caminhos que percorro quando não estou aqui, o cheiro do meu chão onde eu pudesse espalhar pequenas sementes que um dia, quem sabe, se tornassem raízes profundas como as da árvore que sombreia a casa que ainda é minha mas da qual agora só posso sentir saudade.
Olho através da janela e vejo árvores valiosas que aos poucos rejuvenescem com a chegada da primavera anunciada. Delineio as estórias de quem por aqui passou sem se dar conta destas fiéis espectadoras de enredos, tramas, romances… vidas que por aqui passaram, e já são muitas, e que fazem com que este local seja o que exactamente é, e não outro qualquer.
Os lugares são feitos pelas pessoas que os habitam e por todas as outras que os habitaram e que partiram, mas que permanecem na memória de alguns, ou no caso de uma simples árvore aqui plantada… quem terá plantado esta árvore? O que estaria a pensar quando a deu à terra? Lembrar-se-ia, por ventura, que a sua árvore iria viver muito mais tempo do que ele? Quem dela tomará conta? Quantos olharão para ela e a contemplarão como um monumento, um elogio à própria mãe natureza… o dia da árvore vem aí… e é com orgulho que digo que já plantei algumas!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Thought for the day...

A amizade não é como o petróleo, que é caro e se esgota e se vende em bombas self- service. A amizade é como uma torneira aberta, corrente de ar. Toma lá, aceita o meu presente, deposito-o nas tuas mãos, ajuda-me a merecê-lo.

José Luís Peixoto in JL 28 Janeiro 2009 (nº1000)